
O meu eu jamais aceitou que outro alguém pudesse se tornar mais importante que ele próprio. Por puro egoísmo ou medo de parecer "menos ele", talvez. Sei que esse egoísmo destrói qualquer pseudo relacionamento interpessoal. Mas entender como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si mesmo, foge da minha capacidade. Porque apenas um "boa noite, durma bem", consegue parecer tão real a ponto de confundir qualquer tipo de sentimento que for. Junto a isso, "de brinde", uma série de incertezas e frustrações. Porque cá entre nós, acordar com a necessidade de suprir uma carência teoricamente já suprida, não é nem próximo do saudável. Paixão com certeza não tem a ver com amor. Algo tão impensado, questionável, duvidoso, inseguro e atrelado a tantas outras banalidades, não pode nem de longe ser comparado a um amor. Paixão é válvula de escape. É remédio anti-monotonia; brutal.