segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Eu estou bem. Passei daquele estágio de superação, sabe. Agora estou na fase do superado. Não foi, tá tranquilo. Pensei comigo se o certo era te apagar, mas cá entre nós, te quero bem demais pra isso... esse tipo não combina muito comigo. Quero-te bem em quaisquer circunstâncias, meu querido. Teu sorriso continua lindo (fico com vontade só de pensar). Mas faz isso mesmo. Segue teu rumo que a vida tá aí. E sobre mim, vou te contar: como é bom engolir o coração e se amar por dentro.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Quero, sobretudo, dizer que estou bem. Amanhã apareço de nariz e cabeça erguidos. Indócil, indiferente, irrelevante. Questão de um ou dois dias. É assim, é sempre assim. Entra e arrebenta a mente. Sai e destrói o coração. Um você, por aí, tá cheio. Mas passa, logo passa. Você já passou. Ficou só um odor sacana, presente em tudo quanto é lugar. O vento leva. Esperar nunca foi tempo perdido.
Explícito, Escandaloso E Imoral
Podia sentir a textura de sua língua dentro de mim: quente, úmida, desordenada. Fazia tão bem aquilo, e certo disso, pois olhava brevemente em meus olhos com um sorriso de auto-confiança, como quem sabia realmente o que estava fazendo. Por alguns segundos pensei que em outras circunstâncias, talvez, esse sorriso confiante seria o necessário para me fazer virar as costas e ir embora. Logo os pensamentos cessaram. Me deixara em tamanho êxtase, que sentia uma sensação de satisfação, plenitude. Melhor que qualquer outra coisa pornô. Trancendendo o espaço-tempo. Mal sabia onde estava, como estava, com quem estava. Quem era ele, quem era eu. Textura, cheiro, temperatura e som.
Diário De Sofia
Chances
Engraçado como as coisas mudam em um espaço de tempo tão curto. Esse paradoxo chamado vida, que nos envolve e nos enlouquece. Quão diferente pode ser o pensamento de hoje em relação a ontem? Perde-se toda a estabilidade. O rumo. O fio da meada. "Tenho quase certeza que eu não sou daqui".
Venho reparando minuciosamente nas pessoas ao meu redor: comportamento, aparência, ideias. É surpreendente notar o tamanho do esforço destas para encaixar-se em alguma tribo na qual as ideias e crenças sejam relativamente parecidas. Isso para que, não só sejam parte de determinado grupo social, mas a partir deste se encontrar no meio onde vive, criando uma determinada estabilidade psicológica.
Mesmo sem perceber/querer, montamos uma imagem para nos representar perante a sociedade, baseada em estereótipos adquiridos ao longo do tempo com a convivência, considerando o meio onde o indivíduo vive. Contudo, muitas vezes, a imagem formada por este pode não ser (ou nem chegar perto) do que realmente este é. Passa a ser uma generalização: fulano, ciclano (isso, aquilo), sem muitos detalhes.
Perdemos a identidade. Fomos induzidos de maneira sutil a aceitar o ritmo do século. Sem dó. Sem piedade. Sem licença. Fomos domesticados - a massa. Perderam a essência. O ideal. A rebeldia. Somos a geração perdida. Sem revoluções. Sem ações. Fomos criados, educados e corrompidos.
Engraçado como as coisas mudam em um espaço de tempo tão curto. Esse paradoxo chamado vida, que nos envolve e nos enlouquece. Quão diferente pode ser o pensamento de hoje em relação a ontem? Perde-se toda a estabilidade. O rumo. O fio da meada. "Tenho quase certeza que eu não sou daqui".
Venho reparando minuciosamente nas pessoas ao meu redor: comportamento, aparência, ideias. É surpreendente notar o tamanho do esforço destas para encaixar-se em alguma tribo na qual as ideias e crenças sejam relativamente parecidas. Isso para que, não só sejam parte de determinado grupo social, mas a partir deste se encontrar no meio onde vive, criando uma determinada estabilidade psicológica.
Mesmo sem perceber/querer, montamos uma imagem para nos representar perante a sociedade, baseada em estereótipos adquiridos ao longo do tempo com a convivência, considerando o meio onde o indivíduo vive. Contudo, muitas vezes, a imagem formada por este pode não ser (ou nem chegar perto) do que realmente este é. Passa a ser uma generalização: fulano, ciclano (isso, aquilo), sem muitos detalhes.
Perdemos a identidade. Fomos induzidos de maneira sutil a aceitar o ritmo do século. Sem dó. Sem piedade. Sem licença. Fomos domesticados - a massa. Perderam a essência. O ideal. A rebeldia. Somos a geração perdida. Sem revoluções. Sem ações. Fomos criados, educados e corrompidos.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
22:07 09/06/2011
Já passaram das dez. Dia banal, tarde fria, céu cinzento. Há muito não reparava o tempo que se esvaecia bem diante os olhos. Estava frio - tão frio quanto o outono de Santa Catarina - tão frio quanto o vazio que sentira nessa tarde. Vida boêmia: uma cerveja, um marlboro light e uma companhia agradável. Embora não fosse, - não seja - era o suficiente para anestesiar a mente e dormir com um sorriso no rosto. Essa, essa é a maior fraqueza da humanidade! Ah, a boemia... Tantos rostos perdidos e sorrisos encontrados, disfarçados pelo glamour de cetim e purpurina. Relaxa, baby! Amanhã é um outro dia. Eu bem que sei, mas amanhã nada muda. Mais uma dose aqui, outro trago ali, livin' on a prayer e salto quinze. Eu estava me sentindo muito triste. Vazia, eu diria. Você poderia me dizer que isso tem acontecido frequentemente e que tornou-se demais, ou até um pouco (ou muito) massante. Mas, o que posso fazer se realmente estava muito triste? Faltava algo, faltava muito. Realmente esse pensamento cortante e persistente tem me tirado o sono a algum tempo. O que tiver que acontecer, acontecerá. Essas coisas meio nada-a-ver, piegas, nonsense. Surto de lucidez melodramático: Não era amor, nem trabalho, nem faculdade, nem dinheiro, nem família, nem moradia. Dessa vez, não era nada. Nada. Coração sentindo falta do ter. Como eu precisava de alguém que me salvasse do pecado de querer mais uma noite - impiedosa e rastejante - com direito a tinta escorrendo. Sem gemidos, sem soluços. Exposta, imoral e escandalosa. Sem se importar com os olhares da mesa ao lado. Carecia de um cigarro: fumar a dor, como quem queima uma bruxa sem nem ao menos saber se de fato é uma. Transformar em cinzas o que faz doer. Não era nada. Não parava. Ninguém para. Não via ninguém, tão voltada para a própria dor do que estava. Ridículos classe-média-privilegiada, que sofrem por nada menos (ou mais) que tédio. Quem me consola? Resmungando baixo pelos cantos as insatisfações banais previamente supridas. Quem consola a boemia? Senão o garçom com mais uma dose e uma saideira. Bem disse Caio Fernando: "Não ter pode ser bonito, mas a que será que se destina?"
sexta-feira, 10 de junho de 2011
09/06/2011
Dessa vez foi embora. Sem dizer. Sem transparecer. Apenas se foi. Me lembro de ter ouvido um: eu te amo (ou algo muito semelhante). Mas pareceu tão baixo, tão absurdamente insignificante, que achei conveniente deixar pra lá, como quem deixa um cigarro não terminado no ponto de ônibus. Topei que se aquele era o amor, o vazio seria de extrema semelhança. Não me leve a mal, meu caro, mas tendo em mão tão, tão pouco, era melhor o não-ter. O nada. Ao menos uma coisa seria certa: o não. Bem seria capaz de viver sem esse resto que me havia sobrado. Restos, raspas, migalhas. Burguesinha criada na zona sul rastejando por raspas de um pseudo romance. Ironia do destino. Mas não me envergonho de dizer - em alto e bom som - que amei. Amei a estupidez. Amei as luzes da cidade. Amei os lençóis e os copos de cerveja. Amei por cada palavra não dita. Cada beijo esquecido. Cada lágrima escorrida. Amei o desconhecido. Idealizado e decepcionante. Sleep now in the fire. Era o fim. Concretizado. Cômico de se pensar no fim do que nunca começou de fato. Beijos e abraços. Amassos e reticências. Era essa a paixão enlouquecedora que roubava descaradamente a sanidade e cuspia - bem na cara - o restolho de dignidade que ainda havia. Foi embora. Pagou a conta e deixou como gorjeta um vazio: mudo, surdo, cego, negro, intacto. Trágico. Típico Romeu e Julieta menos estruturado sem final feliz. Tornou-se distante. Intocável. Fora de cogitação. Um verdadeiro colapso. Pareceu com um amor da XV: bem pago, mal resolvido e não terminado. Amor de prostituta. Sujinho, sem luzes de neón ou coisa do gênero. Rápido. Insano. Brutal. Translúcido. Sem crenças. Sem dívidas. E sem volta.
terça-feira, 29 de março de 2011
06/03/2011 15:41
Era triste. Parecido com qualquer outro tipo de compulsão assustadora que te limita em todos os aspectos; bloqueando tudo o que transparece ser melhor.
Hoje eu acordei vazia. Não como ontem, quando a única coisa da qual pensava era em ingerir qualquer tipo de bebida barata que alterasse a realidade de imediato e causasse algum mal depois. Hoje não. Acordei com um vazio negro, sem medidas, sem grandes explicações. Soava como um momento de tristeza, passageiro. Logo foi se prolongando, e aquele momento passageiro não passara. O meu coração batia depressa, soluçando; sem querer entender o por que de tanto aperto.
O céu nublado refletia claramente o desespero da minha mente. Escura. O que sentia era exatamente aquilo, porém, de uma maneira menos doce. Sem demonstrar os prantos; sem me esgotar em água. Uma certeza que doía. O sem. Sem nada. Sem ninguém. Vazio.
Perde-se o controle de maneira tão sigilosa, que chega a ser desumano essa capacidade de quebrar tudo e qualquer coisa sem que antes se possa ao menos ter.
O pior não era a tempestade gritante que rasgava a pele deixando passar todo o vento frio do lado de fora. O pior, era saber que não havia mais ninguém ao lado de fora.
Era triste. Não sei dizer se a pior parte era o vazio que deixara ou o fato de ter deixado. Provavelmente, o mais triste era a certeza de que eu ainda não o tinha esquecido.
Hoje eu acordei vazia. Não como ontem, quando a única coisa da qual pensava era em ingerir qualquer tipo de bebida barata que alterasse a realidade de imediato e causasse algum mal depois. Hoje não. Acordei com um vazio negro, sem medidas, sem grandes explicações. Soava como um momento de tristeza, passageiro. Logo foi se prolongando, e aquele momento passageiro não passara. O meu coração batia depressa, soluçando; sem querer entender o por que de tanto aperto.
O céu nublado refletia claramente o desespero da minha mente. Escura. O que sentia era exatamente aquilo, porém, de uma maneira menos doce. Sem demonstrar os prantos; sem me esgotar em água. Uma certeza que doía. O sem. Sem nada. Sem ninguém. Vazio.
Perde-se o controle de maneira tão sigilosa, que chega a ser desumano essa capacidade de quebrar tudo e qualquer coisa sem que antes se possa ao menos ter.
O pior não era a tempestade gritante que rasgava a pele deixando passar todo o vento frio do lado de fora. O pior, era saber que não havia mais ninguém ao lado de fora.
Era triste. Não sei dizer se a pior parte era o vazio que deixara ou o fato de ter deixado. Provavelmente, o mais triste era a certeza de que eu ainda não o tinha esquecido.
sábado, 12 de março de 2011
Pensei em te ligar agora. Esses últimos segundos foram tão rápidos que sequer me dei conta. Minha vontade era fazer aquilo que de melhor um ser vivo faz: ser auto-defensivo; em seguida, ataques inacabaveis de ofensas reservadas. De repente, topei que isso não faria diferença. Nada faria, numa realidade brutal da situação. Mas a saudade ainda tem gosto. Me conhecendo bem, passaria a procurar qualquer razão para justificar auto-flagelação; mas isso não traz de recompensa você. Poderia ficar horas descrevendo o tom castanho claro dos olhos, a beleza do sorriso ou as borboletas no estômago, mas não consigo fazer tal coisa. Não consigo descrever o tom castanho claro das nove ou o leve esverdeado das três. Ou um sorriso de pura ironia e um sorriso sem graça. O que definitivamente não sei como descrever, era todo aquele frio tornar-se quente. Todo aquele ar circulando com dificuldade e sufocando os pulmões. Todo o amor sendo digerido antes mesmo de ser devorado. O tempo nunca terminou com nada. A saudade nunca deixa de existir. Existem possibilidades. Escolhas. Causas e consequências. Sou do tipo que se apaixona pelas pessoas facilmente sem que elas ao menos saibam disso. Desde sempre, paixões platônicas são motivos de linhas cheias de inspiração. Com você não foi diferente. A diferença, - ironia - foi que eu pensei em te ligar.
terça-feira, 1 de março de 2011
Eu
De que vale ter sem estar?
Ser sem sentir?
Dar e não ter retorno?
Olhar sem ver?
Ouvir sem nem ao menos escutar?
Entender, mas nunca, compreender?
Desejar e não fazer por onde conquistar?
Eu quero isso, eu quero aquilo. Sou esse, aquele outro. Eu sou humana. De carne, osso e alma. Eu quero viver, quero amar, quero você; não desse jeito, daquele outro que pareceu ser. Eu quero sentir tudo em dobro. Eu sou humana. De carne, osso e alma. Eu quero sentir tudo em dobro. Quero minha sensibilidade acima de qualquer coisa racional. Eu tenho a necessidade de saber sentir.
Ser sem sentir?
Dar e não ter retorno?
Olhar sem ver?
Ouvir sem nem ao menos escutar?
Entender, mas nunca, compreender?
Desejar e não fazer por onde conquistar?
Eu quero isso, eu quero aquilo. Sou esse, aquele outro. Eu sou humana. De carne, osso e alma. Eu quero viver, quero amar, quero você; não desse jeito, daquele outro que pareceu ser. Eu quero sentir tudo em dobro. Eu sou humana. De carne, osso e alma. Eu quero sentir tudo em dobro. Quero minha sensibilidade acima de qualquer coisa racional. Eu tenho a necessidade de saber sentir.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Sobre Um Amor
- Você me ama?
- O amor é onipresente. É sentir sem saber. É esperar mesmo quando se esta correndo. O amor é infinito. É chama que não se apaga, mas diminui. É busca constante de racionalidade. Certeza de incerteza sobre os impulsos nervosos. É como um coração: pequeno, envolvido em sangue, bombeando vitalidade e indispensável -dispensável-. O amor é ridículo. É tão ridículo que chega a ser irresistível aos que o sentem. O amor é saudade. Se eu ainda te amo? Amor não se acaba, e, se acabar, é certo de que nunca existiu. Eu amo você.
- O amor é onipresente. É sentir sem saber. É esperar mesmo quando se esta correndo. O amor é infinito. É chama que não se apaga, mas diminui. É busca constante de racionalidade. Certeza de incerteza sobre os impulsos nervosos. É como um coração: pequeno, envolvido em sangue, bombeando vitalidade e indispensável -dispensável-. O amor é ridículo. É tão ridículo que chega a ser irresistível aos que o sentem. O amor é saudade. Se eu ainda te amo? Amor não se acaba, e, se acabar, é certo de que nunca existiu. Eu amo você.
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