segunda-feira, 29 de março de 2010

Heroin

19:06 pm

Salve o mundo
Salve o mundo
Marina, Salve o mundo antes que seja tarde

Beba essa garrafa de whisky
e salve o que ainda resta
Acabe com toda essa cocaína
e livre-se da culpa
Beba até esquecer que exista
dê um trago e sinta que esta tudo certo

Marina, me ensine a viver
A sua arte, o seu ideal
Me ensine a esquecer

Lute pela sua pátria envergonhada
Seja mais um motivo de piada
Engula seco minhas palavras
e se ajoelhe diante os maiores

Marina, esqueça o mundo
esqueça tudo antes que seja tarde
Salve o seu ideal

Beba essa garrafa de whisky
e acabe com toda essa cocaína
Me ensine a sua arte de sobreviver.

sábado, 27 de março de 2010



With the lights out it's less dangerous
Here we are now entertain us
I feel stupid and contagious

sexta-feira, 26 de março de 2010

em pró à insesatez

04:23 am

Você é um mistério pra mim. Queria lhe dizer que fico grata por entrar nos meus sonhos. Por ser motivo de inspiração.
É o seu jeito
meio largado, despojado, grosseiro
São os seus olhos
desesperados, desconfiados, misteriosos
Ou talvez, seja o seu sorriso
verdadeiro, acolhedor, subliminar.
Eu quero ser, me deixa ser
O que fizeram contigo, meu bem?
Eu quero sentir as tuas dores, saber sobre teus amores
Quero tua respiração ofegante frente a minha
Quero teus olhos diante os meus
Eu quero te confortar com um abraço amigo. Te amar da maneira mais pura e sutil que existe
Eu quero te beijar para saciar a minha sede
Eu quero te amar para consolidar a minha loucura
Eu quero ser sua, sua.
Quero provar que a vida é mais além..
Quero um juiz que sentencie-me a te amar verdadeiramente, e que se for suicídio, ao menos foi por amor.

04:09 am

Tic-Toc, fazia o relógio.
Sempre tão preciso, tão acelerado; o tempo.
Aquele dia você me pareceu diferente; te vi com outros olhos.
Todo aquele sentimento que se escondera em todos esses anos, se manifestaram ali mesmo.
Não fazia ideia de como era mais; amar, ser amada.
Ficamos horas conversando. Passamos a tarde toda juntos.
Admito que grande parte do tempo, ficamos calados; apenas olhando um para o outro.
Então o sol foi se escondendo.
Temia de tal forma que não saberia como descrever. temia ter de dizer adeus mais uma vez.
Olhou em meus olhos e sorriu.
Me beijou de uma forma pura.
Os movimentos da sua língua sobre a minha era tão inocentes como quando nos amávamos de madrugada.
Exaltava espontâneamente, todo o amor que sentíamos.
Suas mãos acariciavam o meu corpo com tamanha leveza, que me deixava em órbita.
Sua respiração junto a minha me mantinha viva naquele instante.
Então parou.
Mais uma vez nos despedimos. Mais uma vez eu guardo todo o amor que me resta no peito, e espero você voltar. Só mais uma vez.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Paciência

O mundo não gira á nosso favor: gira contra nós; para que possamos ter tempo o suficiente para entender esse ciclo, esse complexo chamado de vida.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um País de Todos

"O bicho não era cão, não era gato, não era rato. O bicho, meu Deus, era um homem." Manuel Bandeira

É aterrorizante pensar que existem pessoas que vivem em situações tão precárias ao ponto de esperarem no vazadouro de um supermecado os restos para não morrerem de fome.
É difícil imaginar, enquanto dormimos em nossas camas confortáveis, que alguém (e não só uma pessoa, mas várias), possam estar dormindo ao relento, sem nem ao menos um cobertor para amenizar o frio. Mais difícil ainda, é tentar imaginar o porque daquelas pessoas estarem ali.
É utópico pensar que exista algum culpado diante situações como essa. De quem é a culpa afinal? Do governo? Se pensarmos por esse lado, poderia sim ter uma parcela de culpa. No Brasil, por exemplo, existe uma frase de impacto muito bem lembrada: "Brasil, um país de todos". Se é um país de todos, como uma parcela pode ser esquecida? Mas aí culpar somente o governo, é hipocrisia.
De quem é a culpa afinal? Como ninguém faz nada sozinho, como culpar uma só pessoa?
Como chegar a tal ponto, tamanha decadência como pessoa mesmo? ABSURDO!
Como acabar com essa triste situação irracional e desumana?
Como proporcionar aos homo sapiens, sapiência?
Que país é esse afinal?

La vida

Bebamos!
Embriagados numa visão comum, sem uma lógica a qual recorrer
Entediados da mesmisse, alienados por questões utópicas
Bebamos!
Nos acabamos com uma dose escassa de tempo
Matamos a saudade com os copos vazios
Ébrios e insanos
Tão insanos a ponto de modificar-se em cerca de segundos
Tão ébrios a ponto de decidir o amanhã sem ao menos viver o hoje.

utopia

Talvez o mundo em si, não seja lá tão pequeno
nem a vida uma sentença consumada
E se for pra morrer, que seja por mim mesma
Quero me perder diante minhas escolhas
quero perder minha lucidez em teu juízo
Quero tragar fumaça diesel
Me embriagar até esquecer quem sou

Quero seguir diante com os olhos vendados
Quero ouvir o barulho intenso do silêncio
Quero lutar sobre cordas bambas
Quero enxergar em meio a escuridão
Quero desfrutar essa bebida amarga que me foi servida,
e engolir seco esse fato que me consome.

domingo, 21 de março de 2010



O beijo pra elas é o amor completo, é o amor sem táticas.
Velhas Virgens

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pensei em falar contigo hoje. Queria ouvir tua voz. Na verdade, o que eu queria mesmo era ouvir tua respiração. Queria sentir o teu calor. Quem é você? Porque eu não sei nada a seu respeito e me sinto ligada a tal ponto de me satisfazer apenas com um olhar? Me diga quem é você. Eu preciso saber.
Me ajude a entender como isso aconteceu.
Me ajude a sumir com a minha racionalidade.
Me diga que também sente isso. Me diga que ao menos sente alguma coisa.
Eu só sei que quero amar cada pedaço do que você é. Quero amar suas dores. Quero sentir os seus medos. Quero respirar o que te mantêm vivo.
Eu quero ser só sentimento. Quero me esquecer da racionalidade que corrói o que resta. Quero sentir minha sanidade se perder quando encontrar tua lucidez.
Se estou doente, dê-me logo um comprimido! Loucura é doença, sabia? Dê-me o remédio que cura a insensatez. Me dê a paz que habita na sociedade. Me dê o veneno que mata sem chances de se redimir. Acabe com minha vida, pois minha alma, ah... minha alma é amor.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Prezado brasileiro:

Você que não se conforma com a injustiça social, acha que a indiferença entre os cidadãos é clara e que a culpa toda é do governo. É para você que dedico esse texto.


A veracidade da frase: Brasil, um país de todos. É perfeitamente questionável.
E se saírem por ai fazendo uma pesquisa, milhões de brasileiros vão culpar o governo pelo país "não ser de todos". Mas será que é justo culpar os políticos que nós mesmos elegemos?
A culpa não seria dos eleitores que não pesquisam antes de votar, não questionam as promessas feitas (muitas vezes nem se lembram das promessas feitas, e mesmo assim adoram cobrar)?
Não estou defendendo político que guarda dinheiro na cueca, pelo contrário, acho mais que justo eles serem punidos por roubarem dinheiro público. Mas acho que as pessoas deviam ter mais consciência quando se trata de política.
Não vivemos mais em uma ditadura. É tudo questionável. Mas para questionar precisa estar a par dos assuntos. Ninguém, independente de quaisquer que sejam as intenções, consegue mudar alguma coisa sozinho.
O problema do brasileiro é se conformar com a cervejinha no fim da tarde e o futebol no domingo.

Já dizia Nelson Rodrigues:
"O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade."

Preguiçosos que me perdoem, mas o problema não esta só nos políticos ladrões.
BRASIL, MOSTRA TUA CARA!

terça-feira, 9 de março de 2010

É Terror Psicológico

Abra a porta agora
coloque seu melhor traje
abuse no disfarce e nos detalhes da máscara
Deguste a bebida e aplauda.

Eu sinto muito quando as coisas fogem do padrão
quando o infinito azul se fecha e nuvens negras se aproximam para nos destruir.
Eu sinto muito quando a lógica te corrói e os anjos começam a chorar
nuvens negras carregadas de lágrimas
transbordando doces gotas de ácido sob nossos olhos
Eu sinto muito por não sentir totalmente a dor de não sentir nada
tão irrelevante quanto as luas e os sóis de todos os anos.

Então feche a porta agora
sinta-se nu por estar a vontade
sem disfarces, sem máscaras
Deguste a bebida e aplauda.

12/10/2009

sexta-feira, 5 de março de 2010

pieces of true

Engraçado quando as pessoas usam o termo: me arrependi de ter feito /e ou/ não ter feito alguma coisa.
Mas espera um pouco!
Tudo bem que errar é humano, e nem todas as decisões tomadas e atos feitos serão corretos e/ou benéficos. Mas ai se arrepender? Pra que? Chorar as mágoas por ter feito "a coisa errada"? Se quem fez foi você mesmo?
Não levaria certas coisas como arrependimento; talvez uma escolha mal feita, mas me arrepender? Nunca! (só pra dar um impacto).
Usaria da desventura para aprender algo que seja útil ao invés de me lamentar.
Gosto de pensar que nada é por acaso. Desde a criação do mundo até os seres que nele vivem.
Olhando por esse lado, se tudo que acontece tem algum motivo, porque então se arrepender? Já que por alguma razão, talvez, aquele acaso deveria ocorrer.
Ainda sim, o arrependimento não traz tantos benefícios. Em vários casos pode se transformar em ódio, raiva, rancor; acima de tudo, perca de auto-confiança em certas situações.
Se cada vez que, uma atitude precipitada e mal pensada for colocada em prática, o arrependimento torna-se cada vez mais frequente, o que pode deixar as pessoas com medo de tomar decisões importantes (já que pode ser uma decisão ruim).
E se pensar assim, nunca faríamos nada! Viveríamos em um globo de vidro totalmente limitado aos medos.
Talvez por acharem que "analisar" de certa forma, pensar antes de tomar decisões, seja perca de tempo; mas o quão vão perder se não fizerem isso, é muito maior.

terça-feira, 2 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

A vida me parecia ter um sabor doce;
os goles eram dados aos poucos
a bebida descia leve, devagar
e eu saboreava aquilo.

Nunca identifiquei o sabor daquela bebida;
era agradável, disso não tenho dúvidas.
Descreveria como felicidade:
cada gole proporcionava paz, risos
enfim, amor.

Com o tempo o sabor foi mudando;
o doce não satisfazia mais
Já não saboreava aquilo com tanto prazer
e o ritmo, foi acelerando.

Hoje, descrevo tal sabor com receio
Cada gole dado é tão rápido
que em cerca de segundos
é como se minha garganta estivesse seca.

O gosto amargo, seco
não me transmite sentimento algum
A vontade de desvendar aquele sabor
não existe mais
A única vontade ainda existente
é o pedido de mais uma dose
escassa, sem gelo.
Quem sabe embriagada eu sinta mais uma vez,
e o sabor doce talvez, volte.