Chances
Engraçado como as coisas mudam em um espaço de tempo tão curto. Esse paradoxo chamado vida, que nos envolve e nos enlouquece. Quão diferente pode ser o pensamento de hoje em relação a ontem? Perde-se toda a estabilidade. O rumo. O fio da meada. "Tenho quase certeza que eu não sou daqui".
Venho reparando minuciosamente nas pessoas ao meu redor: comportamento, aparência, ideias. É surpreendente notar o tamanho do esforço destas para encaixar-se em alguma tribo na qual as ideias e crenças sejam relativamente parecidas. Isso para que, não só sejam parte de determinado grupo social, mas a partir deste se encontrar no meio onde vive, criando uma determinada estabilidade psicológica.
Mesmo sem perceber/querer, montamos uma imagem para nos representar perante a sociedade, baseada em estereótipos adquiridos ao longo do tempo com a convivência, considerando o meio onde o indivíduo vive. Contudo, muitas vezes, a imagem formada por este pode não ser (ou nem chegar perto) do que realmente este é. Passa a ser uma generalização: fulano, ciclano (isso, aquilo), sem muitos detalhes.
Perdemos a identidade. Fomos induzidos de maneira sutil a aceitar o ritmo do século. Sem dó. Sem piedade. Sem licença. Fomos domesticados - a massa. Perderam a essência. O ideal. A rebeldia. Somos a geração perdida. Sem revoluções. Sem ações. Fomos criados, educados e corrompidos.
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