Não estou falando coisa com coisa.
Hoje acordei com um vazio imenso por dentro. Não me lembro o momento exato em que tudo aquilo se perdeu. O fato é que não conseguia sequer levantar da cama. Algo me prendia ali e sussurrava em meus ouvidos: fique por aqui hoje. E foi o que fiz. Foquei os olhos no teto. Aquele branco, reto, sem vida e sem nada; aquele que se mantém afastado e só se encontra com as extremidades das paredes. Ah, aquele teto me dava uma aflição gigantesca! Só havia um ventilador, bem no centro, logo acima da minha cabeça; que girava devagar fazendo sombra naquela imensidão vazia. Pensava em tudo, tudo... Mas nada se igualava ao tanto que pensava em você. Não havia nada que fizesse com que eu movesse um músculo dali. Estava em transi, imaginando como seria ouvir sua respiração naquele momento. Era uma paranóia. Sem razão ou circunstância. Nada fazia real sentido em tudo aquilo. O que eu queria estava ali, e mil e um motivos fodiam com meu psicológico, contrariando a vontade.
Não é nada demais. Ás vezes me aposso de coisas que não são minhas e custo entender que pessoas não vivem em bolhas.
Porque pra mim, digo, qualquer pseudo relacionamento com o mínimo possível de sentimento (não que pseudos relacionamentos não contenham sentimentos), torna-se doloroso, para ambos.
É puro egoísmo, eu sei. Pode chamar de infantilidade.
É meu.
Eu quero.
Agora.
Eu estou com enxaqueca e úlcera atacados. Sou fã de uma dramatização. E quando eu disse você é o meu ar, eu não menti. Mas o ar é disperso demais. Prefiro que seja o meu analgésico. Não é tão poético, mas preciso de um agora.
que triste...
ResponderExcluirVocê escreve bem ;)
;*