sexta-feira, 9 de abril de 2010

Afinal, amar ao próximo é tão demodé



Nossas vidas normais é tão fascinante. Dia e noite, semanas, meses e anos. Apartamentos acesos. Sinais fechados. Fast food. Outdoor. TV a cabo.
Constantemente mutável, facilmente alterado.
São as escolhas, os rumos, o tempo.
A conspiração eterna do acaso.
A luta invencível em busca do porque.
As razões somadas, são nulas.
o que te faz escrever torto nas entre-linhas desse horizonte?
Frente ao céu onipotente, pedi a fé que cesse com suas águas;
as águas e o céu, um céu já sem lágrimas, limpído, sem mágoas.
Porque seríamos nós tão frágeis? A ponto de nos transformar em cerca de segundos de acordo com o comodismo?
E se o azul agora no céu encontra-se com a vertigem de um verde;
onde estariam as águas e por onde gritariam as águias?
E se longe das prisões o simples voo de um beija-flor demonstra-se enfim a liberdade unificada?
O que tem o amor ao nascer do sol?
Flamejante, intenso, nítido...
Tão nítido quanto o brilho da lua refletido n'água.
Tão nítido quanto teus olhos denunciando minha insensatez.
O que tem o amor ao brotar das rosas?
Tão simples como diamantes lapidados.
E em meio a esse paradoxo, tão confuso quanto a América, anuncio minha paranóia; irracional.
Escolhas, rumos, tempo.
As placas nos guiam, mas o motor é o extremo, e o extremo é o acaso.
As razões somadas, são nulas.
E onde esta o amor quando escrevemos torto nas entre-linhas desse horizonte?

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