Te amo, ele dizia
Ecoava em minha mente por um tempo incontável
soava como um insulto; uma gafe
Palavras são apenas palavras quando são usadas em vão
Te amo, ele disse
O calor era intenso
O seu suor saciava a minha sede
O seu beijo me deixava em êxtase
Suas mãos me limitavam
O ritmo era frenético
O tempo havia parado
Prévio, insano, limitado
A bebida sem gelo arranhava minha garganta sem piedade, com prazer eu diria
Eu me lembro...
Me lembro dos seus olhos denunciando a luz do dia, guardei como uma lembrança
Meu corpo gritava
e então, então ele se foi
e se pudesse levava até a saudade, mas deixou impregnada em cada fração de mim
Nem sabia que aquela seria a última vez, da noite pro dia
ele sorria e me garantia, na maior alegria
a ironia é serventia por conta da casa vazia
da noite pro dia...
É como um remédio, tarja preta, só com precisão
uma droga, da qual não consigo me livrar do vício
onipresente feito ar.
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