domingo, 18 de abril de 2010

Transparências

17/04/2010

Hoje, após dormir a tarde toda e acordar com uma baita dor de cabeça, constatei uma coisa que já sabia a algum tempo.
Eu sou uma de milhões.
Milhões... Milhões de Thaís pelo ar.
Uma diferente da outra em quase todos os aspectos. Mas em uma coisa elas se identificam (ou quase isso): nenhuma é completa.
Elas são assim
Maleáveis, quietas (ou nem tanto)
São quebra-cabeças sem fim.
Pistas que não levam a lugar algum.
Alguns se atrevem a dizer que a conhecem
Outros dizem não saber muito a respeito
E tem aqueles que realmente dizem não saber nada.
Qual destes estão certos? Alguma Thaís deve saber responder.
Inquietas, egoístas, egocêntricas, tripolares.
Elas se inventam.
Se moldam a todo instante.
Creio não saber como é possível ser invisível de tal forma.
Como o forjado, o fictício, supre a necessidade de viver.
Eu ainda vou convencer alguma delas a se mostrar por inteiro.
Enquanto não consigo continuo escrevendo os pedaços.

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