Não nos falávamos a 2 meses. O fato é que estivemos perto demais aqueles dias. Nos tornamos mais frágeis um ao outro. E cada passo dado era como um peso sob nossas cabeças.
O trai.
Ele mantera uma relação estável sem muitas mudanças.
O trai simplesmente para satisfazer um desejo de adrenalina que não sentia a tempos. Mantive aquilo por pelo menos vinte dias, quando enfim descobrira tudo e me dera o troco.
Sentia um ódio incabível. Um desprezo gigantesco em apenas olhar em seu rosto sujo de traição. Me olhara com um ar de superioridade e um leve sorriso de canto. Depois disso era como estar no inferno.
Uma relação de quatro anos destruída e inacabada.
Decidimos por nós mesmos uma separação de leitos; fomos para quartos individuais e continuamos alimentando aquela repugnância.
Notava-se na casa uma situação de completo desconforto de ambas as partes.
Já não saia de casa. - a não ser para ir a igreja ou a casa de parentes. - E Eduardo, bom, Eduardo era editor chefe do jornal da cidade. As vezes amanhecia no escritório.
Estava com quase vinte e três anos, e a pouco mais de um mês não tinha nenhuma relação sequer de troca de carinhos.
Certa noite, lá pelas onze e meia , me deitei. Deixei uma fresta da porta do quarto aberta, para ouvir quando Eduardo chega-se.
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