sexta-feira, 7 de maio de 2010

Amor de Las Vegas

Te conheci num sábado. Na verdade, nem me lembro que dia era ao certo. Me pareceu bem um sábado tedioso em meu apartamento vazio.
Conversamos por um tempo e decidimos partir para uma melhor. As luzes acesas dos prédios vizinhos iluminavam o movimento de nossos corpos entrelaçados sobre o sofá. Seus olhos castanhos me diziam o quanto estava desejando que isso acontecesse. Sussurrou alguma coisa em meus ouvidos. Confesso não ter ouvido uma palavra sequer. Aquela vontade súbita de ter você em mim era maior que qualquer outra coisa naquele momento.
É você, por todo o meu corpo.
Me envolvia em cada carícia.
Seu beijo me tinha um gosto de uísque sem gelo. Arranhava minha garganta e queimava por dentro. Me obrigava a querer mais uma dose.
Ouvia sua respiração ofegante implorando por algo mais.
Nos movíamos de maneira frenética.
As luzes lá fora refletiam seus olhos diante os meus, e o seu sorriso deixei guardado por aí, em algum lugar da minha memória.

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