quinta-feira, 20 de maio de 2010

De Repente

Os olhos se abriram
nada mais é como era antes.
O sol já não nasce como deveria nascer
eu me esqueci de olhar se realmente tinha nascido.

Sete dias são como sete anos.
Como o tempo pode fugir assim bem diante meus olhos?
Me roubando as oportunidades de encontrar algum ideal.

Onde estão, onde estão?
Meus sonhos, minhas lembranças
Parece que foi ontem que comecei a respirar.

É como uma doença
só que pior.
Uma epidemia de insanidade!

Eu vejo tristeza em todos os rostos
e realmente gostaria de não saber...
Que quem erra consigo mesmo
não consegue mais viver.

Temia a insensatez
mas hoje estou conformada
Ao menos sou privada
da ignorância dos que mantêm a sanidade.

Eu vivo com o mais utópico dos sonhos
de ser feliz de alguma forma.
Respirar amor
Transpirar lembranças
Engolir a saudade
e alcançar a plenitude.

Eu vivo por amor e só por amor.
Quero ser poesia
até o último suspiro.

20:12

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