Hoje acordei com uma vontade súbita de dormir. O gosto de nada me satisfazia de maneira mórbida. As palavras me chegavam à mente em um ritmo frenético, quase que não conseguia entende-las. Tentei voltar a dormir, mas por algum motivo eu deveria levantar. Uma nostalgia deprimente!
Fugia da minha capacidade de raciocinar o porque estava daquele jeito.
Faltava eu mesmo, e essa lacuna é tudo.
E todo o resto, era resto.
E só o que senti falta naquele instante, foi de estar comigo mesma. Me arranhava a garganta seca, a saliva. Meus olhos estavam fixos, olhando para o ventilador no teto. Cheguei a contar quantas voltas dava.
Levantei e tomei uma xícara de café forte.
Era esse o gosto que faltava, café!
Forte, sem açúcar; café. Que maravilha! Eu não sei como é feito, mas agradeço muito à todos que trabalham para que o café chegue até meu armário.
Depois acendi um cigarro.
É interessante, um cigarro é mais que 4.000 substâncias tóxicas, sabia? Eu o acho magnífico!
Um trago - entra a fumaça que incha meus pulmões
Mais um trago - sai a fumaça que esvaece no ar
O último - deixo as cinzas a critério do vento
Genial.
Faltava suprir minha carência afetiva.
Uma agenda telefônica e tudo certo.
Precisava tapar o buraco fundo que havia.
Uma festa, desconhecidos, algumas doses de tequila e uma música qualquer.
E todo o resto, era resto.
Mas faltava eu mesmo, e essa lacuna é tudo.
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